FESTIVAL INTERNACIONAL DE MÚSICA DA PÓVOA DE VARZIM

05 - 25 JULHO 2026

Bilhetes €10,00

valor único, exceto 6 e 10 de Julho

Assinatura €75,00

acesso a todos os espetáculos

Brochura €5,00

Regras

Antes do início dos espetáculos, os telemóveis e outros equipamentos com sinal sonoro devem ser desligados.
É permitido o registo de som e imagens (sem flash) nos espetáculos apenas durante os aplausos aos músicos.
A programação poderá ser alterada por motivos imprevistos.
Espetáculos para maiores de 6 anos. (M6)
Após o início dos espetáculos não é permitida a entrada nos recintos exceto no intervalo ou em eventos cujo programa o permita.

O Festival Internacional de Música da Póvoa de Varzim – Costa Verde – Portugal (FIMPV) foi criado em Julho de 1979 pela concessionária da zona de jogo local, a empresa SOPETE, S. A., sob proposta do pianista Sequeira Costa datada de 18 de Setembro de 1978 e confirmada oficialmente pela Administração da empresa em 14 de Novembro de 1978.

Ao longo do seu historial, o FIMPV tem procurado estar a par e, por vezes, antecipar as tendências estéticas da arte musical contemporânea, proporcionando a apresentação dos mais respeitados mentores da música antiga “historicamente informada” e dos expoentes internacionais do repertório clássico-romântico e da contemporaneidade.

Embora sediado na Póvoa de Varzim, ao irradiar nas primeiras edições a sua influência directa por todo o Norte do país (designadamente Braga, Viana do Castelo, Porto, Vila do Conde, Ponte de Lima, Amares, Barcelos, Caminha, Valença, Guimarães, Vila Nova de Famalicão e Vila Real), o FIMPV contribuiu decisivamente para despertar a curiosidade e formar um público próprio e renovado de edição para edição, num admirável esforço de descentralização cultural pioneiro na época.

A fundação do FIMPV obedecia a quatro objectivos nucleares que viriam a manter-se ao longo do historial: apresentação de intérpretes de nível internacional e dos músicos portugueses mais relevantes; lançamento de jovens intérpretes portugueses, ainda desconhecidos do grande público; valorização dos monumentos arquitectónicos da região como espaços de concerto; e promoção da região em Portugal e no estrangeiro. Subjacente a esses objectivos tem estado a preocupação constante da divulgação das obras-primas da grande música europeia de todas as épocas e o apoio à criação contemporânea. Subjacente a esses objectivos tem estado a preocupação constante da divulgação das obras-primas da grande música europeia de todas as épocas e o apoioà criação contemporânea.

O Ministério da Cultura / Secretaria de Estado da Cultura presta o seu apoio estruturante desde 1997. Algumas empresas nacionais e regionais contribuem também com o seu apoio financeiro ao abrigo da Lei do Mecenato, embora de forma residual. A empresa sucessora da SOPETE – A Varzim Sol, S. A., concessionária da zona de jogo da Póvoa, abandonou a parceria no início de 2006. O FIMPV beneficia da colaboração estabelecida com alguns dos mais belos locais religiosos da região, como espaços de concerto, nomeadamente as Igrejas Matriz, da Lapa, de S. José de Ribamar e da Misericórdia (Póvoa de Varzim) e a Igreja Românica de S. Pedro de Rates.

Ao longo dos 40 anos da sua existência, o FIMPV promoveu artistas de renome nacionais e estrangeiros, revelando jovens talentos portugueses através de parcerias com o Prémio Jovens Músicos da RDP e o Festival de Música do Estoril.

O recém-criado Ensemble Contemporâneo da Póvoa de Varzim (ECPV) simboliza um enorme passo em frente na criação e afirmação de uma nova identidade do FIMPV. É a concretização de um sonho antigo e de uma visão por parte do seu diretor artístico, Raúl da Costa.

O ECPV é composto quase na sua totalidade por jovens músicos portugueses de excecional gabarito que ocupam posições de solista nas principais orquestras nacionais como a Orquestra Gulbenkian, Orquestra Sinfónica do Porto Casa da Música e Orquestra Sinfónica do Algarve, mas, também, em importantes orquestras europeias tais como a Phillarmonie de Paris, London Symphony Orchestra, Oslo Philharmonic e Beethoven Orchestra Bonn, apenas para citar algumas.

No “core” do ECPV estará também presente a talentosa tríade de músicos poveiros composta por Diana Sampaio (Orchestre Philarmonique de Monte-Carlo), Pedro Ribeiro (Leipzig Gewandhaus Orchester) e Márcia Sampaio (Neue Philarmonie Westfalen) que iniciaram os seus estudos na Escola de Música da Póvoa de Varzim (EMPV) e, apesar da sua juventude, atingiram já carreiras de sucesso.

A direção do ECPV estará a cargo do maestro Nuno Coelho, maestro convidado da Orquestra Gulbenkian, cujo mérito artístico originou em 2022 a sua nomeação como maestro principal da orquestra do principado das Astúrias.

Apesar da sua génese visar um grupo especializado na interpretação da nova música de vanguarda - ideal para a execução de novo repertório decorrente do Concurso Internacional de Composição da Póvoa de Varzim (CICPV) – o seu nome deverá ser entendido num sentido mais lato. O ECPV não foi idealizado com o intuito de incluir, apenas, música contemporânea nos seus programas. A sua designação tem origem na atualidade e abrangência do repertório que pretende abarcar. No entanto, não se restringirá apenas à execução da música do nosso tempo mas, também, à exploração de novas fronteiras interpretativas e artísticas, muito para além desta.

Póvoa de Varzim

15 metros acima do nível médio do mar, ocupa uma área de cerca de 250 hectares de configuração retangular.

O concelho conta com cerca de 60.000 habitantes, tem uma área de 87,64 Km2 e é formado por 12 localidades distribuídas por 7 freguesias: União das Freguesias de Aguçadoura e Navais; União das Freguesias de Aver-o-Mar, Amorim e Terroso; Balasar; Estela; Laúndos; União das Freguesias da Póvoa de Varzim, Beiriz e Argivai; Ratesl, Incrustada à beira mar, em redor da cidade praticamente não há limites. O povoado, desfrutando da vastidão de espaço que o oceano lhe proporciona, a poente, beneficia também da sua localização na ampla planície litoral, que se alonga para norte e para sul sendo a visão somente barrada pela barreira formada pela serra de Rates, 7 km a nordeste.

Cruzam-na vias que seguem para norte até Ofir, Viana do Castelo e à fronteira de Valença; que encurtam distâncias para o interior (Trofa, Santo Tirso, Braga, Guimarães, etc); ou então, para sul, levando ao aeroporto e à cidade do Porto. Desde a segunda metade do século XIX, a Póvoa de Varzim é procurada pelas gentes do interior pelas suas praias e pelos famosos banhos quentes, hoje em dia desaparecidos, sendo desde sempre terra associada ao turismo.

O Festival Internacional de Música da Póvoa de Varzim (FIMPV) nasceu em julho de 1979 com o objetivo de promover a região através da música. Desde o início, apostou na presença de artistas de prestígio internacional, na divulgação dos melhores músicos portugueses e no apoio a jovens talentos. Ao longo dos anos, alargou a sua programação à música antiga e à música contemporânea, incentivando também a criação de novas obras de compositores portugueses.

O Festival tornou-se uma referência cultural em Portugal, contribuindo para a descentralização da oferta artística e para a formação de novos públicos. Além dos concertos, promove atividades educativas, como masterclasses para estudantes de música.

Em 2003 foi criada a Associação Pró-Música da Póvoa de Varzim, responsável pela gestão do festival e de outros projetos ligados à formação e à divulgação musical, como o Quarteto Verazin, a Escola de Música da Póvoa de Varzim, o Concurso Internacional de Composição e o Ensemble Contemporâneo da Póvoa de Varzim. Hoje, o FIMPV é reconhecido pela qualidade da sua programação e pelo seu contributo para a cultura portuguesa.